quinta-feira, 29 de agosto de 2013

INSANA FANTASIA (Carlos Celso Uchoa Cavalcante=29/agoto/2013)

INSANA FANTSIA

(Carlos Celso Uchoa Cavalcante=29/agosto/2013)


Hoje vivo confinado
Num quarto da minha casa
Com a solidão ao meu lado
E o coração em brasa.

O refrigério que antes
Imaginei que sentia
Éramos meros amantes
Foi apenas fantasia.

A estratégia do teu plano
Conduziu-me ao engano
Quando cri no teu amor.

Atirando-me ao torpor
Ofuscaste o meu fulgor

No meu viver quase insano.

domingo, 11 de agosto de 2013

AGRACIAÇÃO AO PAI (Carlos Celso Uchôa Cavalcante=11/agosto/2013)

AGRACIAÇÃO AO PAI

(Carlos Celso Uchôa Cavalcante=11/agosto/2013)


Um amigo, um companheiro,
Uma criança crescida,
Um bom professor da vida,
Um herói, um conselheiro.

Um amor que sobressai
Na convivência da gente
Esse ser sempre presente
De quem eu falo é o pai!

Esse ícone do lar
Que soube a família amar
Sem dos filhos esquecer.

Em seu dia consagrado
Seja ele agraciado

Com o todo que merecer.

sábado, 20 de julho de 2013

FRUSTRAÇÃO DE UM BARDO (Carlos Celso Uchoa Cavalcante=18/julho/2013)

FRUSTRAÇÃO DE UM BARDO

(Carlos Celso Uchoa Cavalcante=18/julho/3013)


Era inverno! A noite fria entrava na madrugada,
No céu, a lua acanhada me inspirava poesia,
Era tudo que eu queria para saudar minha amada,
No entanto não fiz nada, pois logo chegou o dia.

A aurora anunciava o sol se aproximando,
Meu coração delirando dentro de mim marejava,
A seresta que almejava foi de mim desvencilhando
Meu violão reclamando acordes que não tocava.

Talvez, para ter coragem, primeiro visitei bares,
Saí depois a lugares onde via tua imagem
Que era apenas miragem aos meus efeitos vulgares.

Efeitos da embriaguez que me deixou aturdido
Completamente perdido já com pouca lucidez
Deixando em plena nudez todo meu tempo perdido.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

VERGONHA (Carlos Celso Uchoa Cavalcante=12/julho/2013)

VERGONHA

(Carlos Celso Uchoa Cavalcante=12/julho/2013)


O tempo nunca parou, quem parou sei que foi eu,
Quem tantos anos viveu e vê que o mundo mudou,
 A humildade se acabou, a arrogância cresceu,
Foi só o que aconteceu, o meu ser se envergonhou!

Sou do tempo em que o jovem por senhor tratava o adulto,
Hoje tratam com insulto e picuinhas promovem,
Com mais nada se comovem, a lei lhe garante indulto,
Em meio a tanto tumulto suas culpas absolvem.

Chamam a isso progresso, modernismo, evolução,
Mas tenho a concepção que tudo isso é egresso
Razão porque me estresso e fujo à minha razão!

É triste quando a rotina foge do que a gente sonha
A decepção medonha ofusca nossa retina

Por isso atrás da cortina me escondo dessa vergonha!

VOLTA OU DEIXE-ME (Carlos Celso Uchôa Cavalcante=(11/julho/2013)

VOLTA OU DEIXE-ME

(Carlos Celso Uchoa Cavalcante=11/julho/2013)


Faz tempo que não versejo, por não ter inspiração,
Esse tipo de emoção eu só sinto se te vejo,
Daí explode um desejo lá dentro do coração
Quando uma grande fusão elimina o meu arquejo.

Passo a respirar direito, tua presença me apraz,
Todo o bem que ela me traz vem alimentar meu peito
 Transformando-me de um jeito, me fazendo um ser tenaz,
De tudo sendo capaz, ganhando um novo preceito.

Volta! Sinto-me ofegante e você é o remédio
Para curar o meu tédio e suprir meu peito amante
Desse amor fascinante que me leva ao teu assédio.

Volta! Se ainda existe o amor que um dia a mim confessastes
Porém se dissimulastes deixa-me ser sofredor
Melhor é sentir a dor desse punhal que cravastes.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

AO MEU FILHO JORGE (acróstico)=Carlos Celso Uchoa Cavlcante(04/junho/2013)

AO MEU FILHO JORGE              (Carlos Celso Uchoa Cavalcante=04/junho/2013)


J ubila-me ao ver-te já crescido,
O rgulho-me da tua vida, o esforço,
R ealidades, por quem tanto torço,
G uerreiro que por Deus é assistido
E que na sua luta é o reforço.

E ncontrarás, eu sei, o galardão,
D urante teu trajeto, conquistado,
U m filho que também é pai, amado,
A uferirá de Deus em profusão
R elíquias que deixará por legado
D o pai que te contempla emocionado

O s ditames que vêm do coração.

terça-feira, 11 de junho de 2013

TRAÍDO (Carlos Celso Uchôa Cavalcante=11/junho/2013)

TRAÍDO

(Carlos Celso Uchoa Cavalcante=11/junho/2013)

Fitamo-nos naquele dia lindo
Sorrindo...
Olhares transmissores de ternura
Candura...
Nascia nesse instante nosso amor!
Calor...
Em chamas cheias de promiscuidade.

Contudo o semear dessa semente
Dolente
Incauto, certamente, no cultivo,
Nocivo
Germina na carência do regar
Vulgar
Relacionamento, sem veracidade.

Deixamos, que crescesse, sacripanta,
A planta
E sem imaginar que a atrofia
Viria
Trazer, por instinto, logo, um broto,
Maroto,
Cumprindo o coroar da falsidade.

Traída a confiança creditada,
Ornada
De um falso sentimento, sem virtudes,
Iludes
O que sacramentamos, nosso enlace!
A face
Cruel da minha infelicidade.

Se o fruto de um romance leviano
Profano...
Concebes nas entranhas, no teu útero,
Adúltero,
O que dirás da promessa sagrada,
Casada,
Quando jurastes a tal fidelidade?.